brasilbrasilbrasil
BRASIL
Nova regra que limita o trabalho aos domingos e feriados foi adiado novamente! Veja tudo que vai mudar para 2025
As novas diretrizes enfatizam a necessidade de negociação com entidades sindicais ou a determinação por leis municipais específicas para que o comércio possa operar nesses dias especiais. Até então, bastava às empresas notificarem formalmente seus funcionários sem a necessidade de acordos com os sindicatos.
A regra para o trabalho aos domingos e feriados no Brasil passa por mudanças significativas em 2025. A principal alteração é o retorno da obrigatoriedade de acordos coletivos entre empregadores e sindicatos para autorizar o trabalho nesses dias.
O que isso significa na prática?
Por que essa mudança?
A principal razão para essa alteração é a necessidade de garantir direitos trabalhistas e evitar abusos. A legislação anterior, que permitia maior flexibilidade no trabalho em domingos e feriados, foi considerada por muitos como prejudicial aos trabalhadores.
O que é importante saber:
As novas regras são vistas pelos sindicatos como um avanço na luta pela proteção dos direitos dos trabalhadores. Ao exigir que o funcionamento em dias especiais passe por negociação coletiva, as medidas fortalecem a posição dos sindicatos nas discussões sobre as condições de trabalho. Assim, entidades como a União Geral dos Trabalhadores (UGT) consideram essa mudança uma oportunidade para alcançar melhores resultados para seus associados.
Com a regulamentação demandando acordos, os sindicatos têm agora uma base mais sólida para negociar condições de remuneração e jornadas de trabalho, oferecendo maior poder de barganha e busca por melhores benefícios para os trabalhadores em dias que eram tradicionalmente de descanso.
No entanto, para o setor empresarial, as mudanças trazem desafios. Organizações como a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) expressam preocupações sobre o impacto econômico que as novas regras poderiam causar, como custos adicionais associados às exigências de negociações formais.
Além disso, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) levanta questões sobre possíveis incertezas jurídicas. O receio é que a complexidade e a burocracia envolvidas nas novas exigências possam afetar a estabilidade já frágil de alguns segmentos do comércio e dificultar a adaptação rápida e eficaz das empresas ao novo regulamento.